O jovem Marcus Vinicius Alcântara, de 26 anos, morreu após ser baleado na tarde de segunda-feira (22), no bairro do Rio Sena, em Salvador. De acordo com familiares, a vítima, que era autista, havia saído de casa para buscar o sobrinho na escola quando acabou atingida por tiros durante uma operação policial.
Segundo relatos de parentes e moradores, Marcus se assustou com a presença dos policiais e correu, sendo atingido duas vezes. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital do Subúrbio, mas não resistiu aos ferimentos. Após o caso, familiares e moradores promoveram um protesto pedindo justiça e criticando a ação policial.
O que diz a polícia
Em nota enviada, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) informou que agentes da Rondesp BTS foram acionados para atender uma ocorrência de troca de tiros entre grupos criminosos na Rua da Bomba, onde foram recebidos com disparos.
“Durante a incursão, [os agentes] localizaram Marcus Vinicius Alcântara, de 26 anos, ferido. A vítima foi imediatamente socorrida ao Hospital do Subúrbio, mas, apesar do pronto atendimento médico, não resistiu”, disse.
A corporação lamentou o falecimento do jovem, destacando que “segue firme no seu dever constitucional de proteger vidas e garantir a segurança pública, atuando com respeito aos direitos humanos”.
A Polícia Civil informou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o homicídio de Marcus Vinicius. Segundo a corporação, “informações iniciais apontam um confronto entre criminosos na região, ocasião em que os policiais encontraram a vítima já alvejada”.
As guias de remoção e perícia foram expedidas, enquanto autoria, motivação e circunstâncias seguem em investigação pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS).
Indignação
A morte do jovem causou revolta entre moradores do bairro. Um dos moradores criticou a ação da polícia na localidade. “A polícia mata e diz que era traficante? Aqui não. Não era bandido, não era traficante, era só um bandido”, desabafou.
A mãe de Marcos, Maria do Carmo, passou mal durante a mobilização e precisou ser amparada por vizinhos. Uma amiga da família contou que acompanhava o jovem no Centro de Referência da Assistência Social (Cras) e reforçou que ele não tinha envolvimento com o crime.
O que a polícia diz sobre a morte de jovem autista no Subúrbio de Salvador
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