O nome de MC Poze voltou ao centro de uma polêmica, desta vez, nos tribunais. Segundo informações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, o funkeiro é réu em um processo criminal que tramita na Justiça de Mato Grosso e que até então não havia sido exposto publicamente.
De acordo com a apuração, o caso teve início em 2019 e envolve uma série de acusações graves. O artista foi denunciado pelo Ministério Público ao lado de outros três investigados por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, fornecimento de substâncias a menores, corrupção de menores, incitação ao crime, apologia e associação criminosa.
A denúncia aponta que o episódio teria ocorrido durante um show realizado em uma casa noturna naquele ano. Conforme os autos obtidos pela coluna, policiais militares teriam se infiltrado no evento para acompanhar de perto a movimentação. Durante a apresentação, Poze teria feito menções que, segundo a investigação, configurariam apologia a uma facção criminosa.
Ainda segundo o processo, o grupo atuava de forma organizada dentro do local, com divisão de tarefas para a comercialização de drogas — inclusive, com suspeita de venda a menores de idade. Dois dos envolvidos chegaram a ser presos em flagrante na ocasião. Já o cantor, conforme consta na denúncia, teria deixado o local e sido localizado posteriormente em um hotel.
O andamento do processo já tem novos desdobramentos. O juiz responsável pela 5ª Vara Criminal de Sinop marcou audiências de instrução e julgamento para os dias 2 e 3 de junho. A primeira data será dedicada à oitiva de testemunhas de acusação, enquanto a segunda deve reunir testemunhas de defesa e os interrogatórios dos réus, incluindo o artista.
A defesa de MC Poze já foi apresentada à Justiça, com a indicação de testemunhas que devem ser ouvidas ao longo do processo. Como o cantor reside no Rio de Janeiro, foi expedida uma carta precatória para garantir sua intimação sobre as audiências.
Até o momento, o caso segue em andamento e ainda não há decisão definitiva.



