Estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Manoel Devoto, localizada no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, passaram mal após consumirem a merenda servida na unidade nesta quarta-feira (6). Segundo um comunicado divulgado por alunos e familiares, foram encontradas “baratas e larvas” no cuscuz oferecido aos estudantes.
De acordo com a denúncia, diversas alunas apresentaram mal-estar após ingerirem o alimento. O caso mais grave teria sido o da estudante Maria Clara, da turma 1º G, que precisou ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Familiares afirmam que o atendimento inicial prestado pela escola foi insuficiente e relatam que algumas estudantes teriam sido orientadas apenas a voltar para casa.
“Questionamos: se o estado de saúde piorasse, a escola esperaria o responsável para agir? A omissão coloca vidas em risco”, diz trecho do comunicado divulgado pela comunidade escolar.
Os responsáveis também cobram esclarecimentos sobre quem irá arcar com os custos médicos e medicamentos das estudantes afetadas.
Além da denúncia envolvendo a merenda, o documento aponta supostas condições precárias nos bebedouros da escola, descritos como “visivelmente sujos” e sem manutenção adequada.
Entre as reivindicações feitas por alunos e familiares estão:
suporte financeiro para despesas médicas;
limpeza imediata dos bebedouros;
revisão completa da cozinha da unidade;
posicionamento oficial da direção;
medidas para evitar novos casos.
Em nota, a direção da Escola Estadual de Tempo Integral Manoel Devoto informou que tomou conhecimento das denúncias e que iniciou a apuração do caso.
Segundo a unidade, “todas as medidas necessárias foram adotadas imediatamente após os relatos apresentados por estudantes”. A escola afirmou ainda que a alimentação segue protocolos de higiene e armazenamento estabelecidos pelos órgãos responsáveis.
A direção declarou também que prestou assistência às estudantes que apresentaram mal-estar e informou que solicitou vistoria preventiva na cozinha e nos bebedouros, além do reforço nas ações de limpeza e manutenção.
A escola ressaltou que está colaborando com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia para a apuração completa dos fatos e reafirmou compromisso com “a segurança, a saúde e o bem-estar dos estudantes”.
A reportagem também procurou a Secretaria da Educação da Bahia (SEC) e aguarda posicionamento oficial sobre o caso.



