Ela tem apenas 25 anos, porém, seu grau de periculosidade é tão elevado que a suspeita é considerada como peça fundamental para o funcionamento da logística de um grupo criminoso investigado por usar falsas ações sociais para traficar e lavar dinheiro.
Essa ‘peça-chave’ trata-se de Kethlen Eduarda Hermisofe de Souza, conhecida como a ‘Ruiva do Job’, presa no dia 6 deste mês, durante a Operação Eiron, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em Samambaia do Norte.
Conforme informações apuradas pelo Metrópoles, as equipes policiais chegaram até Kethlen, após a suspeita usar as redes sociais para expor maços de dinheiro, armamentos e sua atuação com atividades sexuais. Era por meio da internet, que a ‘Ruiva do Job’, divulgava programas sexuais, deixando evidente que, além do envolvimento com o tráfico de drogas a associação para o crime, divulgava programas sexuais.
Ainda segundo o Metrópoles, ‘Ruiva do Job’ possuía perfis em plataformas de conteúdo adulto, que eram usados para comercializar vídeos eróticos, entretanto, sem ligação com prostituição ou tráfico. As publicações escancaradas levaram a Polícia Civil a monitorá-la e, após cerca de sete meses de investigações, Kethlen e outros 13 integrantes do bando caíram no cerco da Operação Eiron.
Comércios como fachada para o tráfico de drogas
Esse mesmo grupo usava uma padaria – pertencente aos próprios integrantes do bando – para comercializar drogas. E, além de usar as dependências do estabelevimento para armazenar os entorpecentes, os criminosos utilizavam a mesma balança para pesar pães e drogas.
A atuação do grupo vai além: de maneira pensada, os membros do bando usavam falsas ações sociais para cooptar a comunidade e, consequentemente, conseguir expandir o território. ” A organização chegou a financiar e organizar festas comunitárias em datas comemorativas, como o Dia das Mães e o Dia das Crianças, utilizando exclusivamente recursos oriundos do narcotráfico. Dessa forma, buscavam assumir o papel de falsos provedores e mascarar a violência imposta à vizinhança”, revelou a Polícia Civil do DF.
“Além dessa tentativa de aproximação social, a investigação revelou a estratégia financeira adotada pelo grupo, que consistia na aquisição e gestão de estabelecimentos aparentemente lícitos — como distribuidoras de bebidas, quiosques e padarias — utilizados para camuflar o armazenamento e a comercialização de drogas”.



