DEIXOU VAZAR: Vídeo mostra Policial Militar cheirando cocaína na bunda de uma novinha do JOB

A Polícia Militar de Alagoas (PMAL) vive uma severa crise institucional após a prisão administrativa do cabo Carlos Henrique, lotado no 3º Batalhão da PM (3º BPM) em Arapiraca. O militar foi detido disciplinarmente por 72 horas após o vazamento e a rápida viralização de um vídeo nas redes sociais no qual ele aparece cheirando uma substância análoga à cocaína diretamente das nádegas de uma mulher seminua. O caso gerou forte repercussão pública e acionou os mecanismos mais rígidos de controle interno da corporação.

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As imagens, gravadas em um ambiente privado, revelam ainda outros agravantes que complicam a situação jurídica do servidor público. Além do consumo do entorpecente, o vídeo mostra o cabo desferindo tapas na mulher. Outro ponto central da investigação é a presença de uma arma de fogo institucional da PM — de uso exclusivo do Estado — que aparece acoplada de forma negligente à peça íntima da mulher durante o ato.

Determinação de Prisão e Resposta do Comando
A ordem de prisão imediata partiu diretamente do comandante-geral da corporação, coronel Paulo Amorim. O comando justificou a medida como necessária para salvaguardar a ordem, a disciplina e o decoro da classe militar, fortemente abalados pela exposição pública das imagens.

O caso foi encaminhado para a Corregedoria-Geral da PMAL, que instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento foi repassado ao Conselho de Disciplina da instituição, colegiado responsável por julgar a incapacidade moral de praças em permanecerem nas fileiras da polícia.

O Conselho tem um prazo inicial de até 30 dias para concluir a instrução do processo, ouvir testemunhas, analisar as provas técnicas e emitir o relatório final. Caso as acusações de conduta irregular e desonrosa sejam integralmente ratificadas, a penalidade máxima prevista é a exclusão a bem da disciplina — o que significa a perda definitiva do cargo público e da farda.

Defesa Alega Trauma Psicológico e Vício
Diante do flagrante, a defesa técnica do cabo Carlos Henrique e o próprio militar, em depoimento formal às autoridades, adotaram uma linha de justificativa baseada na saúde mental. O policial assumiu ser dependente químico e relatou enfrentar problemas severos com o abuso de álcool e drogas ilícitas.

Para justificar o quadro, o militar argumentou que desenvolveu Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) em decorrência direta dos anos de atuação no serviço operacional em áreas de alta criminalidade. Como evidência do desgaste da profissão, a defesa citou um episódio anterior em que o cabo foi baleado em confronto, sobrevivendo apenas após passar por procedimentos cirúrgicos complexos. A estratégia visa descaracterizar a conduta puramente transgressora, pleiteando o tratamento médico em detrimento da demissão.

O processo administrativo seguirá tramitando nos próximos dias de forma paralela a eventuais investigações na esfera criminal, garantindo-se ao acusado as prerrogativas constitucionais do contraditório e da ampla defesa.