BOMBA! Ex-jogador do Corinthians e Santos é preso em São Paulo; saiba o motivo

O ex-meia Reginaldo Rivelino Jandoso, conhecido como Piá, foi preso na noite de segunda-feira (2) em Sumaré, no interior de São Paulo. Com passagens por clubes como Corinthians, Santos, Ponte Preta e outros, ele era considerado foragido da Justiça.

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De acordo com a Polícia Militar, a prisão ocorreu durante patrulhamento do Batalhão de Ações Especiais (Baep). Os agentes suspeitaram do motorista de um veículo que tentou mudar de direção ao notar a aproximação da viatura. Durante a tentativa de abordagem, o carro teria avançado contra a cancela de um condomínio. Após ser interceptado, nada de ilícito foi encontrado no interior do automóvel.

Segundo os policiais, o próprio ex-atleta admitiu que tentou evitar a abordagem por saber que havia um mandado de prisão contra ele. Piá foi encaminhado ao plantão policial e permanece à disposição da Justiça.

Entenda o motivo da prisão

O mandado está ligado a uma condenação por fraude esportiva. Em 2018, quando trabalhava no departamento de futebol do Independente de Limeira, ele foi acusado pelo Ministério Público de oferecer dinheiro a um goleiro para que facilitasse o resultado de uma partida válida pela quarta divisão do Campeonato Paulista. O jogo terminou empatado em 0 a 0.

Em 2022, a 3ª Vara Criminal de Limeira o condenou a dois anos, oito meses e 20 dias de reclusão em regime fechado, com base no Estatuto do Torcedor, por prometer vantagem indevida com o objetivo de alterar o resultado de competição esportiva.

Houve uma tentativa de extinção da pena com base em decreto de indulto presidencial, aceita inicialmente em 2025. No entanto, após recurso do Ministério Público, a decisão foi revista em janeiro de 2026, restabelecendo a condenação e o mandado de prisão.

Histórico de ocorrências

Piá já havia sido detido anteriormente em casos envolvendo tentativa de furto a caixas eletrônicos em cidades do interior paulista, como Campinas e Bauru. Em uma dessas ocorrências, foi flagrado com ferramentas que, segundo a polícia, seriam usadas para retirar envelopes de depósito das máquinas.

Ao longo da carreira, o ex-jogador atuou também por clubes como Associação Atlética Ponte Preta, Associação Atlética Internacional e Associação Portuguesa de Desportos. Seu auge foi entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000. Após pendurar as chuteiras, passou a trabalhar com gestão de atletas.

Nota da defesa

“Desde a instauração da ação penal não houve cometimento de fato criminal novo, Reginaldo encontra-se perfeitamente integrado ao convívio social, trabalha na gestão de atletas de futebol, trabalha com crianças carentes em um projeto social da região, é pai de uma menina de 6 anos, possui comorbidades que exigem tratamento especial constante.”

O caso segue sob responsabilidade da Justiça paulista.