Mulheres e adolescentes que usam o transporte público de Criciúma, a maior cidade do sul de Santa Catarina (SC), denunciaram uma série de bilhetes anônimos de cunho sexual escondidos em suas bolsas e mochilas, que foram encontrados nas últimas semanas.
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil, que investiga o crime como importunação sexual. De acordo com o g1, o autor dizia nas mensagens dos bilhetes que gostaria de conhecer, beijar e até massagear as vítimas. Em um dos recados, o suspeito falou sobre os pés de uma mulher ainda disse que poderia dizer a mesma coisa, só que pessoalmente.

O delegado regional de Criciúma, André Milanese, disse que, ao menos, dois boletins de ocorrência foram registrados por vítimas de 16 e 21 anos e câmeras de segurança ajudam na investigação. As situações estariam acontecendo nos trajetos entre o bairro Colonial e o Centro de Criciúma, além da linha conhecida como Amarelinho, também na região central. O suspeito seria o ex-namorado de uma das vítimas.
Através das informações obtidas e diligências em campo, já identificamos um suspeito, que seria ex-namorado de uma das vítimas”.

Vítimas identificadas
Familiar de uma das vítimas, a jornalista Letícia Ortolan criou um grupo para juntar outras jovens que também teriam recebido bilhetes e tentar identificar o autor. Na semana passada, Ortolan relatou que uma adolescente identificou quem estava deixando os recados, conseguiu tirar uma foto do suspeito e mandou para ela.
Letícia disse que com a imagem do suspeito, uma mulher que também estaria recebendo os recados anônimos descobriu que o homem era seu ex-noivo, por quem estaria sendo perseguida há quase três anos.
Enquanto os bilhetes recebidos pelas outras meninas tinham sempre a mesma estrutura, os recados enviados à ex-namorada citavam, inclusive, sites de conteúdo adulto, onde ele teria criado perfis falsos da ex-noiva.
Oi, coisa gostosa! Não sabia que você fazia job também. Vou jogar uma indireta para saber se é verdade mesmo…” ou “sonho em te ter como minha puta”.
Em nota, a Consórcio CriBus, empresa responsável pelo transporte coletivo em Criciúma, orientou passageiros que tenham sofrido esse tipo de assédio a denunciar para a Polícia.



