Polícia Federal pede a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff; STF causa reviravolta

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A ex-presidente da República, Dilma Rousseff, assumiu o cargo em 2010, quando Lula o deixou, e foi a grande sucessora petista do ex-presidente que hoje está preso. Conseguindo se reeleger, Dilma só cumpriu dois anos de seu segundo mandato e acabou sofrendo impeachment pela Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Nas últimas eleições, Dilma era favorita para conquistar o Senado Federal em primeiro lugar, pelo estado de Minas Gerais. Ao final, a ex-presidente acabou perdendo e havia ficado totalmente abatida com a situação.

Recentemente, o executivo Ricardo Saud, da J&F, e também Sérgio Machado, ex-presidente da Transpreto, delataram crimes que envolveriam a ex-presidente Dilma.

Saud disse, em sua delação, que havia pagado uma ordem de R$ 46 milhões à senadores do antigo PMDB, hoje MDB. O pagamento teria sido efetuado a pedido do Partido dos Trabalhadores (PT).

Por mais que tenha sido uma doação considerada legal, a atitude do PT foi vista como corrupta, pois pediu o pagamento para reforçar a aliança que tinha com os peemedebistas para continuarem juntos nas eleições de 2010. Saud denominou como ‘vantagem indevida’.

Recentemente, Michel Temer, que foi vice de Dilma e presidente pelos dois anos restantes de seu segundo mandato, foi preso de forma provisória por conta de delações.

Dilma e mais oito supostos envolvidos tiveram suas prisões pedidas pela Polícia Federal, de forma preventiva. Além dela, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantegua, também iria para cadeia. Entretanto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, causou uma reviravolta e negou o pedido.