R$ 10 mil por assassinato: Mulher é presa no velório do pai após encomendar a morte dele

A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias do assassinato de um idoso de 71 anos, ocorrido na cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na segunda-feira (2). A vítima foi baleada pelo menos cinco vezes e um caminhoneiro foi o responsável por localizar o corpo. E o caso teve um desfecho inesperado: uma mulher de 34 anos, filha do homem, teria sido a responsável por encomendar a morte dele. Ela foi presa junto com outros quatro envolvidos.

De acordo com a Polícia Militar (PM), um caminhoneiro fez contato com a corporação para relatar ter visto o corpo do idoso em cima de uma cama quando chegou à empresa. Ele narrou que foi buscar um caminhão e que viu a cama do homem toda suja de sangue. Foi então que acionou os militares.

O caminhoneiro ainda relatou que chegou cedo à empresa, mas que o local estava fechado. Ainda assim, ele decidiu abrir o portão e foi até o veículo. Depois, buscou água para colocar no radiador e aproximou-se do cômodo onde o corpo do idoso estava. Ele viu a vítima por uma fresta da porta, que estava aberta.

Aos policiais, a testemunha ainda disse ter verificado as demais portas da empresa e que notou que elas estavam abertas. Mais tarde, verificou novamente e percebeu que elas haviam sido arrombadas, provavelmente por chutes.

Enquanto faziam as diligências do caso, os policiais acionaram a perícia que constatou cinco marcas de tiro no corpo da vítima, na altura do tórax. Já em conversa com a filha da vítima, a mulher contou ter deixado o pai na empresa no dia anterior, por volta das 19h30. Ela disse ter sentido falta de uma ferramenta e de R$ 300 que estariam no bolso do pai, já que viu o dinheiro quando o deixou no local e ganhou R$ 20.

Os policiais perceberam, no entanto, que outros objetos de valor não haviam sido levados do local. Ou seja, a empresa foi arrombada e o empresário assassinado, mas nada foi levado do espaço.

Enquanto realizavam diligencias do caso, os policiais receberam duas denúncias anônimas, uma atrás da outra, com informações relacionadas aos supostos autores do crime. Primeiro, foi um homem quem ligou para a polícia. Ele pediu sigilo por temer represálias, mas disse que foi a própria filha do idoso quem tramou a morte dele. A informação repassada aos militares era de que o idoso foi assassinado por conta de dinheiro e posses a mando da própria filha. Ela teria contratado atiradores para executar o pai.

Ainda segundo o denunciante, que preferiu não se identificar por temer represálias, a mulher pediu a um segurança para arrumar outras pessoas dispostas a cometer o crime. O responsável pelas informações ainda apontou nomes de envolvidos.

Mais tarde, uma nova denúncia anônima chegou até os policiais. Desta vez, uma mulher informou que um dos suspeitos do crime estaria escondido em um hotel na cidade. Ele foi detido e passou a colaborar com as diligências.

O primeiro suspeito do crime apontou então a localização de uma adolescente envolvido na morte do idoso. O garoto ficou responsável por guardar a arma e mostrou que a escondeu dentro de um guarda roupa. O terceiro envolvido foi localizado em casa e disse ter sido abordado pela filha da vítima com a proposta de receber R$ 10 mil pelo assassinato do idoso. Ele disse que não cometeria o crime e que a mandante revelou ter problemas pessoais e anteriores com o pai e que desejava matá-lo.

Apesar de não executar o assassinato, o homem apontou nomes para que a mulher alcançasse o objetivo. Com as informações reunidas, os militares se deslocaram em busca da mulher. Ela foi encontrada no local onde o pai era velado e acabou presa diante de outros familiares.

Os envolvidos contaram que o dinheiro entregue como pagamento do crime estava escondido na casa de um deles e que a arma usada no assassinato era emprestada. Os policiais recuperam mais de R$ 7,5 mil e o revólver foi apreendido.

Além da filha do idoso, outras três pessoas foram detidas e o adolescente apreendido. Os envolvidos têm 41, 34, 27 e 17 anos.