Consumidores de vinhos e chocolates podem ter motivos para comemorar. Caso o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entre em vigor, os produtos podem ficar mais baratos e ter maior oferta no Brasil.
O texto foi aprovado provisoriamente nesta sexta-feira, 9. Se confirmado, o imposto de importação do vinho será zerado entre 8 a 12 anos, e do chocolate entre 10 a 15 anos.
Além dos produtos, o acordo também prevê tarifa zero para a importação de azeite de oliva da UE. No entanto, desde março de 2025, o governo brasileiro já isentou o produto.
Vinhos
Atualmente, os países do Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, pagam uma taxa de 27% para importar vinhos da Europa. O acordo anularia a taxa entre 8 a 12 anos, a depender do produto.
A Europa concentra os maiores produtores de vinho do mundo, no entanto, o que desestimula a compra pelo Brasil é a alta taxa de importação.
Especialistas preveem que a redução gradual da taxa vai estimular as empresas brasileiras a diversificarem as compras e apostarem em vinhos de menor preço.
Desta forma, o consumidor brasileiro vai passar a ter acesso a uma oferta maior de vinhos de qualidade média, a preços competitivos no mercado.
No entanto, a diminuição de preço deve acontecer de forma gradual.
Chocolates
No caso dos chocolates, as importações, que hoje são taxadas em 20%, terão dois prazos: uma parte dos produtos terá tarifa zero em 10 anos e a outra, em 15 anos.
A redução do imposto de importação pode ampliar a presença de marcas premium, que ainda não chegaram ao mercado brasileiro.
No entanto, não é garantia que os produtos cheguem ao país com preços acessíveis, já que o Brasil já conta com uma forte produção de chocolate, pois é produtor de cacau e os impostos são internos.
Assim, a tendência é de que os principais beneficiados sejam os importadores, que contarão com uma tarifa menor e maior margem de lucro, levando a abertura de novas lojas.
Por outro lado, os consumidores podem se beneficiar com a categoria de chocolates semipremium, que devem baratear. No entanto, o maior benefício é o acesso a marcas que atualmente não estão presentes no país.
No caso dos clientes, os maiores beneficiados são os consumidores da classe A, que terão chocolates de alto padrão, que não chegavam no Brasil devido à alta taxa.
Acordo Mercosul-UE
Os países-membros da União Europeia aprovaram nesta sexta-feira, 9, o acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para a aguardada assinatura do tratado negociado pelos dois blocos há mais de 25 anos.
A formalização dos votos, no entanto, ainda depende do envio das confirmações por escrito até às 17h no horário de Bruxelas (13h no Brasil).
Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira, 12, no Paraguai.



