O crime aconteceu na casa da suspeita, localizada no Centro da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, a discussão começou quando a faxineira pediu passagem à patroa para continuar a limpeza do imóvel, mas a mulher se recusou a sair do caminho.
Diante da situação, a trabalhadora acordou o patrão, de 65 anos, e pediu que ele interviesse. O homem conversou com a companheira, que inicialmente permitiu a passagem da funcionária.
Pouco depois, no entanto, a suspeita teria se aproximado da faxineira pelas costas e desferido três golpes de faca, atingindo o tórax, o abdômen e uma das pernas.
O companheiro da suspeita acionou a Polícia Militar e relatou que o ataque teria sido provocado por ciúmes. Quando os policiais chegaram à residência, encontraram a vítima sentada no sofá da sala, com sangramento intenso.
Suspeita confessou ataque à polícia
Após o crime, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas e localizaram a suspeita na região central de Cambuquira. Ela estava com uma faca e sacolas plásticas que apresentavam manchas semelhantes a sangue.
Segundo o registro policial, a mulher confessou ter esfaqueado a faxineira e afirmou que cometeu o ataque para que a trabalhadora “aprendesse”. Ela também declarou que, daquela vez, havia conseguido o que queria.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Geral de Cambuquira. Conforme as informações repassadas pelos médicos à polícia, o estado de saúde era grave, com risco de morte, sendo necessária a transferência para outra unidade hospitalar.
Justiça mantém prisão preventiva da patroa
No domingo (18), a Justiça manteve a prisão preventiva da suspeita durante audiência de custódia.
O juiz César Rodrigo Iotti considerou que não houve irregularidades na prisão e manteve a decisão que havia convertido o flagrante em prisão preventiva.
O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado. Até a última atualização das informações, não havia confirmação sobre o estado de saúde atual da faxineira.



