Mais de 50 policiais foram mobilizados na tarde desta quinta-feira (19) para reforçar a segurança na casa de um rodoviário no bairro de Jardim das Margaridas, em Salvador, após a prisão do homem apontado pela população como suspeito pela morte da adolescente Thamiris Pereira, de 14 anos.
A grande presença policial revoltou ainda mais os moradores da região, que passaram a questionar a atuação das forças de segurança. Segundo relatos, a comunidade não viu o mesmo empenho durante os dias de busca pela adolescente, desaparecida desde o último dia 12 de março. “Para proteger suspeito aparece polícia de todo lado, mas para procurar a menina não teve esse efetivo todo”, criticaram moradores.
O clima no bairro ficou ainda mais tenso depois que, mais cedo, homens apontados como traficantes do BDM teriam ido até a região à procura do rodoviário. A movimentação aumentou o temor de confronto e fez com que a Polícia Militar reforçasse a segurança no local para evitar invasões, ataques ou atos de vingança.
A prisão do suspeito provocou forte comoção na comunidade, que desde a confirmação da morte de Thamiris vem realizando manifestações e cobrando justiça. O caso ganhou ainda mais repercussão pela forma como aconteceu: o homem preso, segundo informações apuradas, morava embaixo da casa da mãe da adolescente, era vizinho da família e conhecia a rotina da menina há anos.
Thamiris estava desaparecida há oito dias, desde que foi vista pela última vez voltando da escola, ainda com a farda. O corpo da adolescente foi encontrado na região de Fazenda Cassange, nas proximidades do Parque São Cristóvão, em uma área da Estrada do Raposo.
Apesar da revolta popular e da pressão no bairro, a investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura todas as circunstâncias do crime. Enquanto isso, a população cobra respostas, justiça e aponta indignação com o aparato montado para proteger o imóvel ligado ao suspeito, enquanto a busca pela adolescente, segundo moradores, não teve a mesma intensidade.



