Entenda o rotavírus, que quase impediu Sandy de se apresentar

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Diarreia decorrente da contaminação é muito incapacitante, segundo infectologista; “Achei que não ia conseguir”, disse a cantora no Instagram

Show da dupla no sábado (12) foi o antepenúltimo da turnê “Nossa História”

O rotavírus, doença que quase impediu Sandy de fazer show no último sábado (12), é uma das principais causas de internação por diarreia, segundo o infectologista, Carlos Fortaleza, da Sociedade Paulista de Infectologia.

Seu irmão Júnior, que está em turnê com a cantora, anunciou nas redes sociais que ela não participaria da passagem de som devido à suspeita de rotavírus. De acordo com o médico, o grande problema dessa doença é a desidratação. Quando não tratada, pode levar à falência dos rins e outros órgãos, como cérebro, fígado e coração.

“Esse vírus é especialmente perigoso na infância. É menos grave em adultos, mas dá uma diarreia bem incapacitante, a pessoa fica com mal-estar e de cama”, diz Fortaleza.

Sandy acabou se apresentando no sábado (12), mas admitiu em seu Instagram que achou que não fosse conseguir. “Não foi fácil, não foi. Mas eu fui teimosa e segui até o fim e estou aqui”, disse nos stories.

A diarreia causada tanto pelo rotavírus, quanto por outros agentes, já foi a principal causa de mortalidade infantil nos anos 1980, afirma o infectologista.

“Após o desenvolvimento da vacina contra o rotavírus e de uma campanha de educação que instruía a hidratação de crianças, inclusive com receita de soro caseiro, isso deixou de ser um problema de saúde pública”, explica.

A vacina contra o rotavírus é gratuita e faz parte do calendário nacional de vacinação. São duas doses administradas via oral, uma aos 2 meses de vida do bebê e outra aos 4. Pessoas fora da faixa etária indicada não podem tomar a vacina devido ao risco de invaginação intestinal, situação em que parte do intestino se curva para dentro de outra, o que pode causar infecção, obstrução, perfuração e morte dos tecidos do órgão.

Além da vacina, outra forma de prevenção da doença está relacionada à dieta. “A contaminação é feita por meio da alimentação, portanto, além da vacina, outras formas de prevenção são medidas de higiene, como lavar as mãos antes de comer, depois de usar o banheiro e ter cuidado com a procedência dos alimentos”, explica.

O principal sintoma de contaminação por rotavírus é a diarreia, apresentando, em alguns casos, muco e sangue. Além disso, o paciente pode ter febre e mal-estar. O tratamento é de suporte, ou seja, o corpo é mantido o mais saudável possível para que o próprio sistema imunológico combata o vírus, neste caso, por meio de hidratação rigorosa.

A principal diferença entre infecção por rotavírus e intoxicação alimentar, que é causada pela ingestão de substâncias tóxicas, produzidas na maior parte das vezes por bactérias, é o tempo de recuperação.

Segundo o médico, no caso da intoxicação, o corpo se recupera entre um e dois dias. Já a infecção por rotavírus pode durar até uma semana, pois o vírus se reproduz no organismo. Além disso, pessoas com intoxicação não apresentam febre e mal-estar.

O infectologista diz que, diante de qualquer diarreia intensa ou em crianças, é necessário ir imediatamente ao médico. Ele vai avaliar, dependendo do nível de desidratação, se é necessário internação, hidratação intravenosa ou se o tratamento pode ser feito em casa. O diagnóstico do rotavírus é feito por meio exame de fezes.

R7.com