Um mural em homenagem a Pablo Carlos Rodrigues Quintanilha, conhecido como PB, chamou atenção ao ser exibido em um dos pontos mais movimentados da Escadaria Selarón, na região da Lapa, ponto turístico do Rio de Janeiro. O jovem, morto em 2019 durante confronto com a polícia, era filho de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o “Abelha”, apontado pelas autoridades como um dos líderes do Comando Vermelho.
A pintura, feita em um muro, ganhou repercussão após vir à tona em meio a uma operação policial realizada na região. Segundo investigações da Polícia Civil, o pai de Pablo teria atuação direta no controle do tráfico de drogas na Lapa, além de envolvimento em práticas como extorsão de comerciantes e instalação de pontos de venda em imóveis ocupados irregularmente.
De acordo com a corporação, barraqueiros que trabalham em feiras na área também seriam vítimas de cobranças ilegais atribuídas ao grupo criminoso.
Prefeitura anuncia remoção
Após a repercussão do caso, o prefeito Eduardo Paes informou, na manhã desta quarta-feira (18), que o mural será apagado. A intervenção ocorre em meio ao reforço das ações de segurança na região central da cidade.
A pintura havia sido refeita há cerca de dois anos, após o muro passar por manutenção. O retrato, no entanto, voltou a ganhar visibilidade recente, especialmente após a deflagração de uma operação conjunta das polícias Civil e Militar contra o tráfico de drogas na área.
Operação policial
A ação, realizada na terça-feira (17), teve como alvo integrantes do Comando Vermelho que atuam na Lapa e em outros pontos do centro da capital fluminense. Ao todo, 14 suspeitos foram presos.
As investigações apontam para a existência de um esquema estruturado de comercialização de entorpecentes na região, além de outras práticas criminosas, como tortura de usuários e intimidação de comerciantes.




