Fiscalização é principal desafio para liberar praias em Salvador, diz diretor da Guarda Municipal.

Mais de 1,2 mil guardas municipais estão mobilizados em ações relacionadas ao coronavírus na capital baiana, segundo o diretor de Segurança Urbana e Prevenção à Violência da corporação, Maurício Lima.

Apesar do número, ele disse em entrevista a José Eduardo, na Rádio Metrópole, que o efetivo não é suficiente para fiscalizar 50 quilômetros de praias na capital baiana, caso estes espaços sejam reabertos, inclusive para a realização de atividades físicas. “A nossa preocupação é com a capacidade de fiscalizar para poder liberar atividades em praias. Não temos efetivo para fazer esse filtro do que pode ou não voltar nesses espaços. A gente acaba tendo que interditar”, destacou.

Ele reconheceu o apelo “praiano” da cidade, mas reforçou que o momento é de preservar vidas. “A gente entende que as pessoas precisam espairecer. Eu adoro Praia. Todo mundo está com esse sentimento de voltar a tomar um banho de mar, mas a determinação é para preservar vidas. Por isso, contamos com o apoio da população”, disse Lima.

O diretor definiu como “episódio surpresa” a aglomeração registrada na praia de Amaralina, na última segunda-feira. “Moradores da região resolveram aproveitar um dia de sol, mas foi algo pontual. Não aconteceu em outros momentos” afirmou. Maurício Lima reforçou que a fiscalização da orla é feita por meio de rondas. “A interdição física que fazemos na Barra é porque na região a aglomeração acontece de forma mais rápida”, explicou ele, ao ser questionado sobre uma eventual concentração de guardas municipais no bairro, em detrimento de outros locais.

Lima pontuou ainda que os guardas municipais atuam orientando banhista sobre a necessidade de cumprimento do decreto municipal que interdita as praias. No final de semana forma registradas conduções de pessoas nas praias do Buracão e Itapuã.

A participação da Guarda Municipal em ações de combate às festas do tipo paredão está sendo definida junto com a Sedur e a Polícia Militar, após o prefeito ACM Neto pedir fiscalização ainda mais rigorosa para impedir a realização dos eventos.

Bnews