Manchas de óleo chegam às praias de Ondina e do Farol da Barra

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Agentes de limpeza retiram os resíduos grudados nas pedras e nas areais das praias.

Mais duas praias de Salvador foram atingidas pelas manchas de óleo de petróleo que se espalhou no litoral nordestino desde setembro e chegou à capital baiana na quinta-feira da semana passada (10). A praia da Ondina,na altura da estação de esgoto da Embasa, e a praia do Farol a Barra, amanheceram nesta quinta-feira (17) com pelotas de petróleo cru espalhadas pela areia e pedras.

Em Ondina, cerca de 25 agentes da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) fazem a retirada das manchas, que estão presas nas pedras e no quebra-mar. Já na Barra, funcionários da Limpurb, voluntários e banhistas atuam para recolher os resíduos encontrados no local.

Nas águas calmas da Praia do Farol, era possível notar as pelotas de óleo boiando no vai e vem da maré. Curiosos paravam para fotografar. Morador da Barra, o empresário Gabriel Ollero, 38 anos, decidiu dedicar as horas iniciais do dia, antes de ir trabalhar, para se juntar aos voluntários que ajudavam os agentes de limpeza na retirada dos resíduos na praia do Farol. Ele contou que está ajudando os amigos desde o início do surgimento das primeira manchas.

“É um desastre. Num momento crítico como esse temos que unir forças. Não é só porque a Praia da Barra ou as demais são cartões postais de Salvador, mas é uma tentativa de salvar a natureza, que está chorando. Eu cresci na praia, sou amante da natureza e não poderia deixar de me solidarizar com a situação. Torcemos para que não chegue com a mesma intensidade da que chegou nas outras praias. Estamos fazendo uma mobilização grande, convocando quem tem disponibilidade pra colaborar no que possa para nos ajudar”, explicou.

Um balanço divulgado pela Limpurb às 20h de quarta-feira (16) estimava que 15 toneladas de óleo havia sido retiradas da Praia da Pituba e do Jardim dos Namorados durante todo o dia. Além disso, outras 7 toneladas e 660 quilos da substância foram recolhidas das praias Jardim de Alah, Boca do Rio, Stella Maris e Praia do Flamengo. A pesagem do material recolhido não tinha sido concluída na noite de ontem.

Até o momento, oito cidades baianas foram afetadas pelo petróleo cru. Com a extensão da mancha, o governo baiano decretou situação de emergência no estado na última segunda-feira. Com o decreto, seis cidades atingidas podem receber recursos e contratar serviços sem licitação: Camaçari, Conde, Entre Rios, Espalanada, Jandaíra e Lauro de Freitas. Segundo informações do Tamar, o óleo já matou, pelo menos, dez filhotes de tartarugas no estado.

Até o momento, oito cidades baianas foram afetadas pelo petróleo cru. Com a extensão da mancha, o governo baiano decretou situação de emergência no estado na última segunda-feira. Com o decreto, seis cidades atingidas podem receber recursos e contratar serviços sem licitação: Camaçari, Conde, Entre Rios, Espalanada, Jandaíra e Lauro de Freitas. Segundo informações do Tamar, o óleo já matou, pelo menos, dez filhotes de tartarugas no estado.

Retirada do óleo

A Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), definiu procedimentos para a retirada de manchas de óleo nas praias de Salvador a partir de um protocolo orientado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As regras já estão sendo seguidas pela equipe operacional desde a última quinta-feira (10), quando apareceram as primeiras pelotas de petróleo na capital baiana, mas também servem para grupos voluntários que desejam contribuir para a retirada do material.

Para arrastar as manchas da faixa de areia ou das pedras os agentes utilizam um ancinho, espécie de vassoura metálica, depois fazem a coleta com uma pá e despejam em big bags, embalagens resistentes que armazenam resíduos com segurança. O balde ou outro tipo de recipiente rígido também podem ser usados por voluntários.

Na etapa seguinte, todo material recolhido pela Limpurb é pesado e depois encaminhado para um depósito temporário na sede do órgão e disposto dentro de um contêiner forrado internamente por manta de PVC, acomodado em área coberta e afastado de pessoas e animais, até que os órgãos ambientais responsáveis decidam pelo destino final do material. Todos os agentes de limpeza utilizam os equipamentos de proteção individual (EPI´s), como luvas, botas, máscaras, em caso de retirada de animal morto, além de bonés.

Jornal Correio