A violência em Salvador cresce diariamente e impõe medo à população. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, a capital e a Região Metropolitana registraram 81 tiroteios no primeiro semestre de 2025, todos ligados à disputa de territórios. O saldo foi de 45 mortos e 28 feridos, revelando o peso da guerra entre facções.
Com exclusividade, o PS Notícias teve acesso a documentos internos das Forças de Segurança que classificam 13 regiões da cidade como áreas conflagradas. Nessas localidades, moradores e comerciantes convivem com tiroteios quase diários.
Calabar e Alto das Pombas
As duas comunidades estão sob domínio do Bonde do Maluco (BDM), mas enfrentam ataques constantes do Comando Vermelho (CV). Em 2023, as regiões viveram com intensos confrontos por disputas territoriais entre o BDM e o CV. À época, a Secretaria de Segurança Pública identificou que integrantes de um mesmo grupo acabaram mudando de lado. Os bairros tem como líder o homem identificado como Averaldo Ferreira da Silva Filho, o “Averaldinho”. Atualmente ele está no presídio de segurança máxima de Serrinha
Engenho Velho da Federação
Com 19.862 moradores, segundo o IBGE, o bairro vive sob fogo cruzado. O CV domina a área conhecida como Forno, enquanto o BDM controla a Lajinha. Separados por menos de 1,5 km, os rivais transformaram a região em palco de confrontos diários.
Pernambués
Em Pernambués, o CV e o BDM disputam rua por rua. Policiais confirmam que há pontos controlados por ambos os grupos. “Por lá existem áreas de constantes confrontos, especialmente na Baixa do Manu e na Guiné”, relata uma fonte da segurança.
Arenoso e Beiru
As comunidades vizinhas vivem divididas. O Arenoso está sob o comando do BDM, enquanto o Beiru é controlado pelo CV. No meio, localidades como Buracão e Candelária concentram a maior parte dos tiroteios.
Lapinha e Siero
As Forças de Segurança classificam a Lapinha e o Siero como territórios do Comando Vermelho, junto com a Santa Mônica. Essa configuração deixa o bairro de Pero Vaz, dominado pelo BDM, encurralado entre rivais.
Mapa do medo: áreas conflagradas desafiam a segurança pública em Salvador
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