PMs da Bahia anunciam greve, mas apenas o comandante e governo negam

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Em nota, a Polícia Militar explicou que se trata de um movimento político do deputado estadual Marco Prisco com a intenção de criar um clima de insegurança. Durante o #PapoCorreria, o governador Rui Costa reforçou as informações divulgadas pela PM de que não haverá greve e que os policiais estão nas ruas.

Confira a nota na íntegra:

“O Comando Geral da Polícia Militar afirma que recebeu a informação de uma greve decretada por um deputado estadual. Trata-se de um movimento político sem a adesão da PM.
A Polícia Militar informa que o movimento político tem a intenção de criar clima de insegurança. Isso não será permitido.
A Polícia Militar da Bahia garante o policiamento ostensivo em todo o estado e tranquiliza a população, que deve manter sua rotina normalmente. Reforça que o responsável pelas operações nas ruas  é o Quartel do Comando Geral, que está pronto para atender a todas as demandas da sociedade.  Adianta ainda que, os policiais que não atenderem suas escalas responderão conforme Legislação Militar”.

O comandante-geral da PM, coronel Anselmo Brandão, negou que a paralisação anunciada pela Aspra represente o efetivo da categoria, e garantiu que os policiais continuarão trabalhando. O coronel também explicou que a mobilização se resume a um grupo de cerca de 300 policiais, a maioria da reserva.

“Quem fez essa declaração de greve foi o deputado Prisco. Ele e 300 policiais, a maioria aposentados, estão causando esse terrorismo na cidade, mas eu garanto que a nossa tropa continuará trabalhando e que estamos atentos a todo e qualquer episódio”, disse o coronel Anselmo.

“Ele (Prisco) está politizando o processo e isso não tem nada a ver. Nós somos técnicos, a tropa tem comando e um comandante que dialoga com a tropa. Não precisamos de interlocutores.  Ele está transformando isso em uma decisão política e não vamos aceitar”, completou o coronel Anselmo Brandão.