A greve dos rodoviários voltou a causar transtornos em Salvador nesta sexta-feira (22) e reacendeu uma preocupação antiga da população: o aumento da tarifa de ônibus. Com pontos lotados, demora nas viagens e parte da frota reduzida, milhares de passageiros enfrentaram dificuldades logo nas primeiras horas do dia.
Mesmo com a paralisação da categoria, a Justiça determinou que 60% da frota continue circulando nos horários de pico para evitar um colapso total no transporte público da capital.
Nos bastidores, o temor agora é outro: será que a crise pode acabar pesando no bolso do trabalhador mais uma vez?
Atualmente, a tarifa de ônibus em Salvador custa R$ 5,90 após reajuste aplicado no início de 2026. O aumento anterior foi de cerca de 5,3%, elevando a passagem de R$ 5,60 para o valor atual.
Especialistas apontam que, seguindo a média de reajustes aplicados em capitais brasileiras — que variam entre 6% e 20% — a passagem em Salvador poderia ultrapassar facilmente a faixa dos R$ 6,20 ou até R$ 6,50 em um próximo aumento.
Empresários do setor alegam aumento nos custos operacionais, como combustível, manutenção dos ônibus, peças e salários dos trabalhadores. Já os passageiros reclamam que pagam caro por um sistema considerado precário em diversas regiões da cidade.
Nas redes sociais, muitos usuários criticaram a possibilidade de um novo reajuste em meio aos transtornos enfrentados diariamente. “Ônibus lotado, demora absurda e ainda querem aumentar?”, comentou um internauta.
Enquanto o impasse entre rodoviários e empresários segue sem solução definitiva, quem depende do transporte público em Salvador continua vivendo dias de incerteza — e com medo de que a próxima parada seja mais um aumento na tarifa.



