Tesoureira de facção baiana ligada ao CV é presa enquanto se escondia no Rio após fuga em massa de presídio na Bahia

Uma das principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada Comando Vermelho (CV), foi presa durante uma operação integrada do Ministério Público da Bahia (MP-BA), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e das polícias Civil da Bahia e do Rio de Janeiro.

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A ação, deflagrada nesta segunda-feira (dia 20), integra a segunda fase da Operação Duas Rosas — que já havia prendido, na última quinta-feira (16), o ex-deputado federal Uldurico Junior por envolvimento com fuga em massa de detentos do presídio de Eunápolis, em 2024.

Esta etapa fecha o cerco contra lideranças do PCE que estavam escondidas na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, sob proteção do CV. Nesta segunda foi presa uma das principais operadoras financeiras do PCE, Núbia Santos Oliveira — que, além de ser investigada por lavagem de dinheiro, também possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio.

Núbia é esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como ‘Patola’, um dos líderes da facção junto com Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como ‘Dada’. Também foi preso um homem em flagrante, armado com um fuzil, e apreendidas a arma e drogas.

A deflagração da operação é resultado de um trabalho contínuo e integrado de investigação e monitoramento do MP-BA e as forças de segurança pública da Bahia e do Rio de Janeiro, cujo objetivo é a captura de 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, e que se encontram desde então no Rio de Janeiro, sob a proteção do Comando Vermelho.

As investigações apontam que os alvos da operação, mesmo foragidos, continuam exercendo papel de liderança e comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos. O monitoramento e as investigações continuarão de forma permanente até a captura de todos os fugitivos”, dizia nota da SSP-BA.