Garota pede socorro por WhatsApp após ser estuprada pelo pai: ‘Não aguento mais’

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Mãe viajou para buscá-la depois de receber áudios relatando abuso.

Uma garota de 13 anos pediu socorro à irmã pelo WhatsApp depois de ser estuprada pelo pai, em São Vicente, litoral de São Paulo. Segundo a irmã, a adolescente depois contou que foi vítima de abusos de maneira recorrente na casa. O caso é investigado pela Polícia Civil e as informações são do G1 Santos e Região.

O crime foi em setembro, segundo a irmã, que resolveu denunciar agora porque o pai continua solto. Há várias mensagens da garota relatando os abusos. “Não aguento mais, quero morrer. Ele diz que só quer fazer carinho em mim, mas só quer passar a mão no meu peito”, diz um dos trechos.

A irmã mora em São José do Rio Preto e diz que depois de receber a mensagem foi até São Vicente para pegar a garota. “No mesmo dia que recebi as mensagens eu fui. Quando cheguei, ela arrumou as malas e eu trouxe ela e mais dois irmãos meus, de 14 e 10 anos, para cá. Assim que cheguei na minha cidade procurei a delegacia”, lembra.

Os filhos viviam sós com o pai na casa, pois a mãe saiu de casa há dois anos e não visita mais as crianças.

Mensagens e investigação

Nas mensagens, a menina pede para ir morar com a irmã. “Se você quiser, te ajudo a pagar o aluguel, água, mas por favor me tira daqui”, pede em um dos áudios. Em outra mensagem, ameaça partir para violência. “Vou bater nele. Ele pode até me bater, mas não quero mais sofrer por isso”, escreveu. A vítima contou na delegacia que foi drogada várias vezes pelo pai antes dos abusos.

Depois da denúncia, o homem saiu de casa e não foi mais achado. A irmã diz que elas vivem com medo. “Só quero que a justiça seja feita. Que ele pague pelo que fez. A polícia não pode procurá-lo como culpado porque não tem provas materiais, só se ela estivesse morta ou grávida ou se tivesse feito o exame logo após o estupro”, relata.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o homem, que não teve nome divulgado, é investigado por estupro de vulnerável. O caso está em andamento.

Jornal Correio